quarta-feira, dezembro 28, 2005

11 Cromos da Bola, S.A.D.

Aqui está a mais recente versão do nosso 11.
Nelo dá efusivamente as boas vindas ao ex-companheiro de Bessa(como aliás demonstrado na foto acima).

J'aime Cerqueira


Uma frase-chavão da nossa esfera bolística é a seguinte:"Passou ao lado de uma grande carreira."

Desde o nosso vizinho do lado até ao Sérgio Leite ou a João Manuel Pinto, esta frase já baptizou muitos Gils, Semedos ou Jean Claude Van Dammes do Mundo. Porém, esta tem um destinatário natural, aliás, um dono.

Jaime Cerqueira.

O Zidane de Amarante levava toda uma squadra á pala da sua monocelha orgulhosa, farta, e inspiradora de confiança. Uma cidade á pala da sua cremalheira sorridente, que espalhava alegria pelos quatro cantos do balneário.

Diz-se à boca cheia (de couratos e bolinhos de bacalhau, provavelmente) que Diego Maradona proferiu uma vez sobre Jaime o seguinte ditame: "Quién??"

Palavras que encheriam de orgulho qualquer um, mas Jaime continuou a porfiriar. Lutou, trabalhou e assumiu-se como um centro-campista de excelência de baixo rendimento, capaz de fazer inveja a um Walter Paz ou Paulo Almeida.

Poderia ter sido picheleiro. Poderia ter sido trolha. Poderia ter sido segurança de discoteca. Mas nasceu para jogar à bola. E bem.Pelo menos algumas vezes.

Jaime transbordava talento. Jaime era inspiração. Jaime era repentismo. Jaime era confiança. Jaime era liderança. Jaime acabou a carreira no Amarante, qual filho pródigo. Jaime treinou o Aparecida,após pendurar a chuteirinha da moda.

Jaime passou ao lado de uma grande carreira.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

muito Couto,mas pouco Souto


Fernando Couto. Mítico central dos anos 90 da nossa bola. Imperial e imponente. Seguro e poderoso.
Seguro?
Ma non troppo.

Fernando Couto evoluiu nos juniores do Porto, tal como o seu irmão gémeo malévolo, Fernando Souto.

Fernando Souto era um defensor limpo, correcto. Tudo o que o seu irmão Couto sempre odiou e desprezou num colega de equipa.

Souto, com pézinhos de lã, foi conquistanto o seu espaço. O próprio Senhor Professor Gabriel Alves o qualificou como um "ohhhh...jovem com potencial...reparem na qualidade geofísica na excelsa arte do passe sapientemente endossado...19 anos de poder físico com um penteado que transpira confiança e salubridade!".
Couto sentia-se ameaçado. Sentia os olhares de lado no balneário portista, qual pária desgraçado. Eis que teve uma brilhante ideia: ligar a Vittorino Gonzaga, italiano senhor da máfia Amarantina. (ver foto)

O objectivo era partir as rótulas a Souto, para que o seu irmão gémeo pudesse ser de novo o central da moda lusa.

Souto passou ao lado de uma carreira mediana, enquanto Couto distribuiu porrada pelos maiores palcos da Europa e do Mundo. Couto sorria enquanto penteava uma teimosa melena. Souto chupava no dedo grande enquanto balancava em posição fetal num canto escuro de uma cave mal iluminada em Ovar.

Graças a Vittorino Gonzaga, o solucionador de problemas.

Couto, o aprendiz


Esta poderia ser uma reunião de antigos centrais lusos na defesa duma causa comum: ‘Não deixem jogar os mantorras!’ Reparem nos bigodes, no franzir da sobrancelha e no ligeiro esgalhar do lábio, como que a dizer a todos os ‘pinigols’ e ‘postigols’ do mundo: o vosso tronco pode passar mas as pernas ficam!

Couto, agora que percebemos o teu passado, perdoamos-te por todas as rótulas que acariciaste...

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Ivanov, o Lobijovem

Aqui está um bom argumento para aqueles que defendem os jogos realizados à tarde.

Se durante o dia ele já é assim, em que será que se transforma numa meia-noite de lua cheia?


















o que seria do mundo da bola sem registos fotográficos?

domingo, novembro 27, 2005

Gaston, o Taument

Voodoo?Holanda?
Não combinam?Puro engano.
Já imaginaram um boneco de Voodoo preto, vestido de vermelho, a correr desenfradamente?

Digam "bem haja" a Gaston Taument.

Em meados dos anos 90, chegava mais uma estrela do firmamento europeu à Luz. Era dura a tarefa do nosso bom velho Taument- fazer esquecer as majestosas cavalgadas do seu compatriota Glenn Helder pelos relvados dos vermelhos de Lisboa.

Ensombrado por tal ciclópica tarefa, Gaston recorreu ao Voodoo para ensombrar as actuações dos laterais que se lhe opunham. Pobre Gaston. Corre a lenda que o dito cujo foi gozado pelo boneco por ser mais feio que ele.

Também no interior do clube não tinha vida fácil. Gente da craveira e influência de Leónidas,Pringle, Hadrioui,Luís Carlos e o explosivo Kandaurov, recusava-se a partilhar o balneário com Gaston.
Temos excertos dos queixumes, em exclusivo no "Cromos da Bola":

-Leónidas: "Gente,o cara é feio prá caramba."
-Pringle: "Hã?"
-Hadrioui: "Eu faço cruzamentos tão bons que parecem feitos à mão. A cara do gajo parece que foi feita à pedrada."
-Luís Carlos: "Hic.Hic.Hic."
-Kandaurov: "Eu que jogue um dia no Felgueiras, se este gajo não é mais feio que aquele Petit que está emprestado pelo Boavista ao União de Lamas."

Perante tal hostilidade, e devido à foleiricidade do boneco de Voodoo que comprou por 120$00 na loja do Sr. Yao Chao Ping no Freixieiro, Gaston decidiu seguir as pegadas de Glenn Helder e abandonar a Luz.

Mas não abandonou para ficar parado ou na sarjeta. Não. A Gaston foi oferecido um papel numa sequela do filme "O Predador". Adivinhem qual.

sábado, novembro 12, 2005

Poll Trincosa

Cá está a Poll para os trincos (vulgo caceteiros do meio-campo) do nosso 11.

A quantidade de anti-artistas na Poll é perfeitamente surreal, e de certa forma, absurda.

Um profícuo e floreado bem haja para os compagnons de route que nos sabiamente aconselharam na realização desta hercúlea tarefa.

Como mostra da nossa gratidão, tomem um Holmberg. Dá saúde e faz crescer.













o que seria do mundo da bola sem registos fotográficos?

segunda-feira, novembro 07, 2005

Dinis, o Central que Deus Quis.

Novo elemento da Cromos da Bola, SAD.

Dinis, o mítico central/arrumador que fez carreira na nossa bola alicerçado no seu aspecto imponente, impulsividade e falta de desodorizante, venceu a luta titânica com "O Bigode" Matias pela vaga no centro da defesa do nosso onze. De 139 excelentes pessoas com demasiado tempo livre, 28 votaram no caro Dinizolas, sendo que as 25 grandes derrotadas votaram no bigode de Matias. Não, a culpa não é do árbitro. Dinis venceu de forma feia, mas justa, e aproveita para dedicar esta selecção à massa associativa.

Já temos a defesa constituida.Nelo, King,Dinis e João "Broas" Pinto enchem de orgulho o treinador Luís Campos, que confia cegamente na baliza inexpugnável à guarda de Zé Miguel.

Proximamente iremos eleger o trinco mais cromo de sempre da Bola de Viriato e Afonso Henriques. Teremos concerteza colossos como Paulinho Santos, Michael Thomas e Oceano na lista, entre outros. Deixem aqui as vossas sugestões para a lista de DEZ a eleger posteriormente. Bem hajam.

A Bola é um Mundo (inho).


Ah, os clássicos.

Vivam os clássicos.

Jogos às 15 de Domingo, relva com cheiro a relva, bancadas com cheiro a bifanas, vinho a martelo e couratos.

Jogadores com a 4ª classe mal feita, bigodes, panças, afros e mullets, pontapé para a frente e na canela, bolas feitas por putos de 4 anos no Vale do Ave, chuteiras marca Toni Sousa, equipamentos marca Sousa António.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Mirko e Putnik













Mirko Soc e Putnik. Decorria a época de 96-97. Por incrível que pareça já lá vai quase uma década.
Estes 2 centrais dos Balcãs, possantes, fizeram furor nos respectivos clubes e divisões.
Denis Putnik - Campeão pelo Hadjuk Split dois anos antes, ao lado de Buturovic, Mornar e outras estrelas, veio para a terra do Presunto...Chaves [José Romão sempre teve olho para grandes contratações, e nessa época vieram Milinkovic, Poleksic, Zoran, Vojkovic e N'tSunda. Um belo rol de vedetas em terras flavienses].
Este Putnik de seus 1,85m ficou por Portugal durante 3 anos. Jogador tosco, mas imperial em bolas altas, e com alguma regularidade [lembro-me de ser titular indiscutível na minha equipa da Liga Fantástica!] marcou presença em todos os campos. Depois de Chaves, Leça foi o destino. Não contente com as aventuras e desventuras de um jogador Multifacetado e MultiNacional, foi jogar para a Ucrânia, e de seguida voltou à bela Croácia, para jogar no Sibenik e terminar a carreira no Imotski! Terra natal de Zvonimir Boban. Deixo-vos uma bela pérola, a foto do estádio deste clube. Qual Braga dos Balcãs!!

Mirko Soc - Depois de Putnik na I Divisão, surgiu Mirko Soc na II Honra. Vindo para uma equipa que fez uma época histórica [uma das últimas boas imagens que o Ac. Viseu deu à nação] foi o esteio da defesa e participou numa equipa com Zé d'aAngola, Chiquinho Carlos, Manu...Mirko Soc, como o nome indica nasceu para o Futebol! 1,90m de altura fizeram ver que a Jugoslávia merece um cantinho no futebol deste país-cantinho.
A prova é que Mirko foi contratado pelo Empoli, Itália.. mas a meio da época voltou a terras de Viriato e Rotundas... e deixou a sua marca!
Mirko, Obrigado pelo teu bom Soc.

Cao - A Ceifeira Humana













Cao.

Este nome, assim mesmo sem "til", faz tremer as pernas de futeboleiros mil. Pernas essas, marcadas pela profissão, destino, erosão, ou porrada de Cao. Durante anos a fio, em Leça,
que não a do Balio, Cao limpou os relvados de Portugal, sem maldade, mas de braço dado com o mal.

Cao é nome de bicho, que não animal, Cao é nome de Capitão, que não capital. Cao dá porrada de bicho criar, Cao diz a carnificina amar. Um dínamo do meio-campo, um trinco moderno, com uma carícia apenas destrói rádio e esterno. A canela porém nunca descura, nela trabalha
com doce candura. Seja em Leça, Paranhos ou Campo Maior, o esteio Cao delineia jogadas com suave torpor.

Construir?? Nunca!!!
Destruir?? Aqui sinto-me em casa, qual Tahar debaixo da asa.

Carreiras acabam, assobio para o lado.
Corro feliz no relvado, tal veado num prado.
Deslizo elegantemente no meio-campo defensivo, o cartão amarelo fora do bolso, sempre comigo.
O vermelho também me apraz, mas não pune quem na verdade a falta faz.
Pois eu, Cao de coração puro, estropio e lesiono, mas sempre inocente, qual Yoko Ono.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Foi Você Que Pediu Uma Mullet?




















"Cromos da Bola": Compacto como a barba de Nogueira
e abrangente como a testa de Venâncio.

sexta-feira, outubro 28, 2005

BAMBO E FUA - O ESPLENDOR DE ANGOLA













Angola no seu esplendor.. E o União de Leiria teve a honra de contar nas suas fileiras com Bambo e Fua, duas eternas gazuas.. Época 94-95.

Bambo, tal como Toni, jogou na ponta do ataque da Selecção de esperanças, sendo o goleador que todos desejávamos para o futuro da Selecção "A" das Quinas. Mais possante que Domingos, mais forte que Domingos no jogo aéreo e de presença na área, parecia destinado ao sucesso.
Bambo, nesse tempo, era conhecido pelos amigos como "Bambo, o Rambo". As semelhanças eram óbvias..

No entanto, apenas 1 golo em 17 jogos deitou por terra o sonho de Bambo, o Rambo.. que teve a sua melhor época em 98, com 18 jogos e 7 golos em Felgueiras.. A talhe de foice, devo dizer que talvez inspirada em Bambo, a actual ex-futura-condenada Fátinha Felgueiras é agora o Rambo lá do burgo..
A carreira de Bambo tropeçou na Madeira, Fig. Foz, e Ribeira Brava, mas o resultado foi fraco, fraquinho.. Golos só por obra do acaso.

Fua tem outra história.. Desde cedo mostrou os seus dotes, qual gazela, qual Futre na área.. Fua era o perigo número 1 para as defesas adversárias. Não querendo ser chato nem fastidioso.. deixo os clubes de Fua, em cerca de 12 anos: Leça, Maia, Torreense, Académica, Boavista, Leiria, Moreirense, Imortal, Machico, Oxford, Esp. Lagos, Pombal, Pedras Rubras e Mac. Cavaleiros. Se me acompanharam nesta viagem pelo Portugal futebolístico em pouco mais de 7 segundos, reparam na inconstância de Fua. 13 clubes, 12 anos! É obra. Nem Luís Campos o consegue...

Fua, tal como Bambo, tal como Toni, representou a selecção, mas desta vez a Angolana! Pensou-se que iria estar ainda a tempo do Mundial de 2006, mas parece que Fua disse: "Fua ná vái, Fua ná quer purblemas con Mantorras. Fua fica em casa!!"

Vejam só este belo excerto d' "A Bola", em 1995: "A perder por 1-0, Vítor Manuel fez a primeira substituição ao intervalo. Trocou Mário Artur por Fua, procurando dar maior agressividade ofensiva e velocidade ao seu ataque. Três minutos depois foi precisamente este jogador que desperdiçou uma excelente oportunidade. A qual se seguiu uma outra, essa ainda mais decisiva."

Fua, deixo-te uma palavra de ânimo.. Fua, a glória poderia ter sido tua!

terça-feira, outubro 25, 2005

O Negro Corcel

Ahmed. Esse nome tão árabe quanto a barba de Abdel-Ghany ou o bigode de Petrov, que por acaso nem era árabe per se.

Ouattara. Esse nome tão marfinês quanto o antigo Maradona de Vila do Conde, Evariste Sob Dibo.

Ahmed Ouattara. A possante locomotiva destacava-se por ser um misto de Pedro Mantôrra e Adolfo "El Tren" Valencia com mais 30 kg em cima.

O nosso Ahmed veio dos Alpes suiços à boleia do irmão mais velho de Jar-Jar Binks, número 10 genial do Barça, para montar barraca(penso que literalmente) em Lisboa. Como qualquer Careca, Douglas ou Hanuch, foi recebido com pompa e circunstância.

Cedo mostrou aos adeptos sportinguistas o que era o verdadeiro futebol. Estes, incrédulos, pensavam que estavam a ver um jogo de Playstation, tal a sagacidade e poder juntos no relvado, convivendo numa perfeita simbiose num único corpo. O corpo balofo de Ahmed Ouattara.

Ao lado de Missé-Missé, o não goleador, a locomotiva marfinense fazia miséria nos adversários, que se desconcentravam de tanta sonolência derivada da falta de trabalho. Missé-Missé e Ouattara atacavam despreocupados, pois tinham esteios defensivos do nível de Gil Baiano, Vujacic e Saber (o tal que não ocupa lugar) a guardar-lhes as espadaúdas costas. As fintas de corpo à Bambo, as mudanças de velocidade à Basaúla, os remates à Mauro Airez, as assistências à Heitor, as tabelinhas à Zoran Ban...o reportório desta dupla africana era insegotável, qual filão de diamantes em Angola. O problema é que tudo isto era mentira. Tirando a primeira frase do parágrafo.

Pobre Ahmed. Chamaram-lhe trapalhão. Ineficaz. Gordo. Tosco. Provavelmente tinham razão.

Já no Salgueiral Amigo, agora desaparecido em combate, Ouattara mostrava todos os atributos que fizeram dele um ídolo das bancadas...do lado do adversário. O poder de impulsão era equivalente ao fair-play de Mamadu Bobó.A velocidade desafiava as leis da gravidade, pois Ouattara conseguia regularmente ficar atrás de Pedro Barbosa ainda nos sprints dos treinos do SCP, enquanto o gondomarense aviava um maço de Marlboro.

A despedida de Ouattara da Lusitânea occoreu de forma sintomática. Marcou o seu último golo...no seu último jogo. Daria uma excelente média, se o campeonato só tivesse a 34ª jornada. O problema é que tem mais 33, e o nosso amigo ficou em branco em todas elas. Pormenores.

quarta-feira, outubro 19, 2005

De Alverca nem Bons Ventos...

De Alverca nem bons ventos nem bons casamentos.

De casamentos por acaso nem sei, mas lá que devia estar vento no dia da bela da foto, devia.

Já agora, porquê "Hélder DOIS"? Sim, é um clássico das divisões inferiores. Toni II, Vitinha II, Quim II, etc...será que o "II" significa que o tal jogador é pior que o "I"? Ou é uma questão de hierarquia? Longevidade no plantel? Bigode? Ou vontade de esconder um mau segundo nome? Se fôr essa a razão, sugiro ao Casteleiro que comece a ser chamado por "Rui II".

Just a thought.

Nou Commants




















P.S.:gracias a Rodrigo Costa pela imagem!

segunda-feira, outubro 03, 2005

Bigode Português faz sucesso no Vietname


A foto está mais desfocada do que seria agradável aos olhos, mas ainda assim dá para descobrirmos pequenas pérolas.

Calisto feito Saddam, com bigode e cartazes no meio do povo.

-"CALISTO VERRY GOOD HERO"
-"CALISTO NUMBER ONE"
-"CALISTO CHAMPION"

Está certo, os sócios vietnamitas precisavam de umas lições de inglês, mas a verdadeira lição já foi dada por um bigode bem lusitano.

Henrique Calisto. De presidente da Junta de Matosinhos à ditadura vitalícia no Vietname.

quinta-feira, setembro 29, 2005

Saudades














Esta dupla de centrais deixou muitos adeptos de lágrima no canto do olho.

Saudade, esse sentimento tão Português...

segunda-feira, setembro 26, 2005

O MacGyver Sorridente

Há casos paradigmáticos e (porque não?), emblemáticos das cadernetas e Cadernos da Bola.Dois deles preenchem o imaginário dos aficionados bolísticos, Nito e Mílton Mendes.

Sucede que tanto um como outro insistiam em fazer exactamente a mesma expressão ano após ano, época após época, aquando dos seus 2 minutos de fama a posar para a fotografia.

O grande Nito já tem um post neste sentido (curiosamente um dos primeiros do blog), sendo que MacMílton só agora entra pela porta grande na blogosfera. O seu sorriso MacGyveriesco monopolizava todas as atenções das páginas reservadas ao clube que tinha a sorte de contar com os seus serviços.

Há que ressalvar, porém, que MacMílton sorria porque tinha confiança em si mesmo. Conseguia transformar um lançamento lateral junto à sua grande área num lance de perigo para o adversário. Com apenas um pontapé de baliza ganhava penalties. Forçava expulsões com um mexer do seu musculado dedo mindinho.

MacMílton era capaz de sair do deserto com um porta-chaves e uma laranja, dizem os mais afoitos.

Assim sendo, só teria razões para sorrir.

Sorri, Mílton, sorri!

quarta-feira, setembro 21, 2005

Sonhei com o Gol


Adesvaldo José era um sonhador. Hoje em dia, pavoneando a tanguinha da moda enquanto beberrica uma Spur Cola com lima-limão numa praia inóspita do Rio Grande do Sul, o ex-fiasco ainda sonha com a altura em que sonhava.

Retrospectiva: Em 1989, Adesvaldo José, fuzileiro dos verdes tapetes do Grémio de Porto Alegre, alma-mater de mitos da bola como Jardi-Gol ou Paulo Nuni-Não-Tão-Gol, botou suas meias brancas de raquete e afins numa mala rumo a Lisboa. Iria alinhar com os bigodes de Bento e Veloso na Turminha da Fnac (não a dos DVDs e livros, mas a dos aquecedores).

Chegado ao balneário, Adesvaldo José tentou integrar-se no ambiente de paródia e avançou para a mesa forrada a garrafas de Super Bock, gordura, couratos e caracóis. Sentados à volta desta estavam Bento, Veloso, Vata, Elzo e Paulo Madeira, que alarvemente faziam um concurso de arrotos com cheiro a chamuça. Adesvaldo José avançou e disse:

-"Gente, eu sonhei com gol."

Antes que Paulo Madeira pudesse dizer "Eu sonho com o Chalana nú.", Veloso questionou o brasileiro sobre a pertinência de sua invervenção enquanto tirava os restos de bifana da braçadeira de capitão com a unhaca.

Adesvaldo José retorquiu:

-"Cara, eu sonho com a marcação de gols, e despois esses gols se materializam mermo, para a alegria da galera."

Antes que Paulo Madeira pudesse de novo dizer "Eu sonho com o Chalana nú.", Vata exprimiu a satisfação do grupo relativamente ao novo Zandinga com um arroto de vinte segundos.

Sucede que o nosso sonhador cabeça de manjerico não conseguia dormir descansado em Lisboa, visto que os dirigentes da Turminha da Fnac o puseram num quarto junto com Paneira, que sofria de incontinência de gases.

Se não dormia, não sonhava, e se não sonhava, não marcava.

Assim acabou uma história que poderia ter sido de sonho, mas acabou esfumada em gases.

P.S.: Um bem haja ao compincha Rodrigo Costa pela bela foto que nos disponibilizou.
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